O chumbo é um elemento químico extremamente maléfico para nosso organismo. E assim, como outros contaminantes inorgânicos age traiçoeiramente.

Isso quer dizer que você até pode consumir um alimento com alto teor de chumbo e não sentir nada a curto prazo. Mas mantendo uma alimentação com alto teor de chumbo, a longo prazo as consequências aparecerão.

 

Com o tempo ele vai agindo negativamente no nosso organismo, impedindo o bom funcionamento das nossas enzimas, deslocando minerais essenciais e prejudicando o bom andamento das atividades do nosso corpo.

E ainda pode afetar o sistema nervoso central, além de causar danos ao fígado, rins e órgãos reprodutores.

Diante desse cenário desastroso, é nossa responsabilidade controlar esse perigo, certo?

Portanto, se a sua indústria manipula os alimentos abaixo, CUIDADO, o chumbo pode estar presente em quantidades acima das consideradas permitidas.

Veja alguns alimentos que podem apresentar um alto teor de chumbo:

  • Óleos e Gorduras comestíveis de origem vegetal e ou animal, incluindo margarina
  • Açúcares
  • Mel
  • Balas, Caramelos e similares incluindo Goma de Mascar
  • Pasta de cacau
  • Chocolates
  • Sucos e néctares de frutas
  • Bebidas alcoólicas fermentadas e fermento-destiladas, exceto vinho
  • Cereais e produtos a base de cereais
  • Hortaliças
  • Alguns cogumelos
  • Legumes
  • Raízes e tubérculos
  • Castanhas, incluindo nozes, pistachios, avelãs, macadâmia e amêndoas Frutas frescas
  • Azeitonas de mesa
  • Concentrados de tomate
  • Compotas, geléias, marmeladas e outros doces a base de frutas e hortaliças Chá, erva mate, e outros vegetais para infusão
  • Café torrado em grãos e pó
  • Café solúvel em pó ou granulado
  • Gelos comestíveis
  • Sorvetes
  • Leite fluído pronto para o consumo e produtos lácteos
  • Sal para consumo humano
  • Carnes de bovinos, ovinos, suínos, caprinos e aves de curral, derivados crus, congelados ou refrigerados, embutidos e empanados crus

Consulte a RESOLUÇÃO – RDC 42, DE 29 DE AGOSTO DE 2013 para conhecer mais detalhes sobre esse contaminante e os limites permitidos de chumbo para esses alimentos.

Baixa agora uma cópia da Resolução – RDC 42. É só clicar aqui!

 

DICA IMPORTANTE:

Se um desses produtos é matéria-prima na sua indústria, exija o controle do seu fornecedor…

Se essa matéria-prima foi apenas desidratada, diluída ou misturada com outros ingredientes, você pode calcular o teor de chumbo no produto final fazendo os cálculos correspondentes em relação ao processo que sofreu.

Isso pode ser feito, porque diferente de um microrganismo, o chumbo não se multiplica durante o processamento, e nem diminui.

Portanto, uma vez que a matéria-prima utilizada possui chumbo, o produto final correspondente também possuirá.

 

E de quanto em quanto tempo fazer essa análise?

Essa periodicidade será definida por você, na sua empresa. E isso depende muito do histórico de contaminação também.

Uma dica aqui é fazer em uma periodicidade maior no início e quando se sentir seguro em relação aos valores de chumbo, essa periodicidade pode ser menor.

Comece analisando a cada dois meses. Tenha um histórico. E depois passe a realizar análises a cada seis meses ou a cada ano.

Claro que isso também vai depender da exigência de seus clientes. Eles podem determinar a periodicidade…e nesse caso não tem como escapar…é preciso cumprir.

 

GARANTA A SUA SEGURANÇA E DE SEUS CONSUMIDORES MONITORANDO O TEOR DE CHUMBO NO ALIMENTO QUE PRODUZ!


Samira Luana de Paula
Samira Luana de Paula

Fundadora da Lifequaly, uma empresa de consultoria em Gestão da Segurança de Alimentos para as Indústrias. Já atendeu mais de 50 empresas na implantação de normas e preparação para auditorias de certificação. Possui diversos cursos online para atender os profissionais que atuam na área da qualidade e industrial.